26.5.17

Descobri que sou de uma família de loucos!

Hoje, assistindo ao filme canadense "Borderline", passei por alguns momentos de reflexão.
O filme em si, não achei grande coisa, pois esperava algo muito mais intenso assim como é esse Transtorno de Personalidade.
Mas, ao acompanhar o crescimento de Kiki entre uma avó e uma mãe loucas, foi como se eu me sentisse em casa.


No filme, a menina tem uma infância perturbada por conviver com uma mãe louca. Eu não consegui identificar muito bem - durante o filme - qual era o transtorno da mãe. Mas me pareceu Bipolar - com sintoma psicótico. Porém, no decorrer do filme, encontramos a mãe em um estado catatônico… Então eu fiquei em dúvida… Mas pode ser em decorrência dos medicamentos…
Voltando à trama do filme… a menina sofria com os altos e baixos da mãe e, na verdade, aprendeu a conviver com isso e a criar mecanismos de defesa… Contudo, com o passar do tempo, a mãe é internada de vez em um hospital psiquiátrico (os antigos manicômios que tanto odiamos) e ela passa a morar com a avó.
A avó, apesar de cuidar relativamente bem da menina (dentro das condições da família doida), sofre de depressão e nunca se recuperou de uma perda que teve…
Kiki cresce, então, com medo de enlouquecer.

Não preciso dizer que, meio a essas duas gerações loucas, Kiki em algum momento passa a mostrar sinais de uma certa “loucura” também. Kiki sofre com o Transtorno de Personalidade Borderline. Ela vive a vida de modo intenso, explosiva, como se não houvesse o amanhã e se autodestrói. 
Ela não consegue manter um relacionamento estável com nenhum homem - e nem com nenhuma mulher - usa do sexo, da bebida e da automutilação para se libertar de seus fantasmas. Ao mesmo tempo que Kiki é autodestrutiva, ela tem um lado meigo, que nos dá vontade de acalentar.
Quando assisti ao filme, eu realmente não achei “tudo isso”. Mas, agora, organizando os meus pensamentos e os colocando no papel - no blog - estou vendo que foi um filme bacana sim.


Agora, voltando ao título do post… Vou escrever algo de teor pessoal…
Há pouco tempo - no máximo um ano - descobri que vim de uma família de loucos! Sério mesmo!!

Descobri que a minha família, por parte de pai, possui uma história obscura… recheada de transtornos e até mesmo suicídios. Descobri que o meu pai sofre de Transtorno Bipolar e que um tio, que eu adorava e idolatrava em minha pré-adolescência, se suicidou. 
A minha mãe teve o cuidado de me “proteger” dessas situações. Lembro que me falou que esse meu tio sofreu um acidente de moto… Na época, eu então adolescente e - como não convivia com a família de meu pai - acreditei. Mas, no ano passado, já com os meus 36 anos, sem ter mais a minha mãe para me manter protegida das controvérsias da vida, voltei a ter contato com os meus irmãos por parte de pai - que eu não via há mais de dez anos - apesar de nos amarmos muito - e estes me contaram a verdadeira história. Assim como, me contaram sobre os outros casos da família - vários e vários suicídios - e as loucuras realizadas por meu pai - que o levaram, inclusive, a ficar internado em um hospital psiquiátrico por longos meses. Fatos que eu não fazia ideia, já que a minha mãe me mantinha em uma redoma de vidro e não fazia nenhuma questão que eu tivesse algum vínculo com meu pai.


O que é mais bizarro em toda essa história, é que sempre fui atraída pela área da Psiquiatria/Saúde Mental… Não desenvolvi nenhum transtorno - ainda?? - mas sempre fui atraída pela temática “loucura”. De alguma forma o meu cérebro deu um jeito de me levar - à minha essência (?).
E, então, eu me pergunto… Se eu não tivesse uma mãe protetora e zelosa - eu seria uma Kiki? Até que ponto o ambiente se sobrepõe ao fator genético?
Se eu não tivesse sido criada em um ambiente protegido, será que eu também estaria tomando psicotrópicos ou será que teria seguido por um caminho mais obscuro? Ou será que, mesmo sendo criada meio a todos loucos da família, eu seria sã?

Isso, minha gente, são “peças” que a vida nos prega.
São os “tapas na cara” que a vida nos dá.

São as “Kiki” do nosso mundo… A Kiki que eu mesma poderia ter sido.

Só sei que, de uma forma ou de outra, eu e os loucos sempre damos um jeito de nos manter juntos.



Sinopse do filme "Borderline - no limite da razão":
Baseado nos romances Borderline e La Brèche, da canadense Marie-Sissi Labrèche. A película conta a história de Kiki, uma mulher atormentada pelo passado que desenvolve um comportamento autodestrutivo, no qual, as únicas vias de escape encontradas, foram o sexo e o álcool... "Meu cérebro é uma Hiroshima permanente. Em meu despertar, um cataclisma. Sou meu pior drama. Pior ainda, eu me achei sem me procurar".
Informações sobre a película...

Título Original: Borderline
Ano: 2008
País: Canadá
Direção: Lyne Charlebois
Gênero: Drama, erótico
Elenco: Isabelle Blais, Jean-Hugues Anglade, Angèle Coutu, Sylvie Drapeau, Laurence Carbonneau 
Duração: 1h 50min

18.5.17

A arte de se morar em um sítio

Sempre que eu digo para as pessoas que moro em um sítio, ocorrem duas reações.
A primeira é a de encantamento: “Nossa, que sonho! Imagina poder morar em meio à natureza, dormir ao som dos grilos, longe da agitação e da violência urbana. Isso sim é qualidade de vida!”
E a outra é de terror: “Nossa, eu jamais conseguiria morar no meio do mato, longe de tudo. Imagina me deparar com aranhas, cobras… Ter que cortar grama… Eu não conseguiria de jeito algum.”


Mas a verdade é que morar em sítio não é uma coisa nem outra.

Morar em sítio é realmente uma delícia! Você pode dormir com as janelas abertas, não sabe o que são grades e muros, ao se deitar só escuta o silêncio, ao acordar se depara com passarinhos cantando… Você abre a porta e encontra os seus cães felizes, com liberdade para gastar energia, correr e brincar. Pode ir ao supermercado e deixar a casa aberta, porque os bandidos ainda não chegaram aqui. Você pode fazer caminhada livremente sem o risco de ser atropelada ou assaltada, sentindo o perfume de eucalipto... Quando chove então… para mim não há nada mais gostoso do que ficar ouvindo o barulho da chuva no telhado e o cheirinho de terra molhada.

Porém, nem tudo são flores… Morar em sítio é complicado e requer dinheiro. Você depende do carro para tudo. Então, se a sua família é composta por pessoas que trabalham em locais diferentes - como eu e o meu marido - se prepare para ter dois carros. Você gosta de tomar vinhos mais sofisticados e cerveja alemã? Esqueça ou faça como nós, que compramos em Porto Alegre e trazemos para cá, já que os mercados daqui são mais simples... Ficar doente? Nem pensar! Você precisa ter condições de dirigir até o hospital mais "próximo" para conseguir atendimento. Se você estiver muito mal e não conseguir dirigir, então sinto muito meu amigo - você irá morrer. É claro que você pode ligar para uma ambulância ou para a Brigada Militar. Mas eles chegam depois de 4 horas - no mínimo!! Então você precisa aprender a se virar com as urgências! Quanto a isso, para nós, não é problema. Pois, como vocês sabem, sou enfermeira e somos “jovens”, então nos viramos bem. Mas, para um senhor de idade, deve ser beeemmm complicado.
Quer ir a uma balada ou ir jantar com os amigos? Será tão cansativo você pegar o carro, andar quilômetros estrada afora, chegar à cidade, procurar estacionamento, não beber (já que estará dirigindo), e retornar tudo novamente - pegar a estrada mais uma vez, chegar acabado em casa - que, com o tempo, você vai acabar desistindo de sair de casa. Vai passar a preferir programas caseiros e sempre fará questão de ser o anfitrião quando se tratar de reunir os amigos. Pois, só de pensar em sair de casa, você já vai se sentir cansado.
E esse é um dos motivos pelos quais você tem que se preparar para ter uma vida do tipo "casa - trabalho", "trabalho - casa". Já que onde você mora, não tem "nada" - a não ser passarinhos, grilos e tal.
Você é viciado em internet? Então vai ter que deixar de ser! Antes, só tínhamos internet via rádio - que era um lixo e vivia fora do ar. Agora, temos internet por satélite - em que você paga os olhos da cara e a sua franquia dura apenas três dias. O resto do mês você tem que aguentar uma internet de 1mb.
Outra coisa chata, mas que já me acostumei, é quanto ao Correio. Não existe “carteiro” aqui. Você precisa ir até a agência do correio buscar a sua correspondência. Então, para isso, precisa do carro também.
Resumindo, se você não tem carro - não tem como se locomover e nem como resolver as coisas banais do dia a dia. Ou que tal um cavalo? Essa também é uma opção viável por aqui. :p

Mesmo assim vale a pena?

Isso você vai ter que avaliar. O que é bom para alguns, é horrível para outros. Eu adoro morar aqui! Com certeza temos uma vida mais saudável e mais tranquila. Mas, como eu disse, o dia a dia é complicado. Eu, por exemplo, moro em Viamão e trabalho na cidade de Canoas. O meu marido, trabalha em Porto Alegre. Então precisamos nos deslocar de uma cidade a outra todos os dias.
Como não tem nada de interessante em Viamão - para as nossas profissões - temos que trabalhar em outras cidades e é isso que torna o nosso cotidiano cansativo. Esse é o fato que nos faz pensar - várias vezes por semana - em picar a mula para Porto Alegre novamente. E também o fato de que gostaríamos de sair mais, ver os amigos com maior frequência… E morando longe, dificulta.
Mas, mesmo assim, eu adoro essa vida de sítio e natureza! Antes, eu tinha uma horta linda! Então eu comia tudo 100% natural, completamente livre de agrotóxicos. Com o tempo, acabei abandonando a horta. Mas me arrependo. Preciso retomar.
Além disso, adoro chegar em casa - esgotada do trabalho - curtir o som e o ar da natureza, me deitar na rede ou me esbaldar na piscina num dia quente.
Como não sou uma pessoa “conectada”, não me importo em ter uma internet de merda com sinal fraco. Assim, aproveito para fazer outras coisas como, aproveitar mais o dia e ler os meus livros. Já o meu marido, que trabalha com informática, fica puto da vida com esse lance da internet. Então, é como eu disse… Tudo depende da necessidade de cada um. Pelo menos com esse parco 1mb eu consigo assistir ao Netflix tranqüilamente, conversar online com amigos via Skype que moram em outro país, checar e-mails, navegar… Ou seja, para mim está bom.
Agora, se você é o tipo de pessoa que gosta de badalação, de sair para passear, ir ao cinema, frequentar shoppings e todos esses programas de cidade… Então, com certeza, morar em sítio não é para você.

Morar em sítio não é para qualquer um! E você tem que ter em mente que não é o paraíso. Você vive longe da violência, tem mais qualidade de vida… Mas vive mais isolado de tudo e todos. Se isso não for problema para você, então venha ser meu vizinho!! :p

Na real, o bom é ter os dois: uma casa na cidade e outra no campo. Mas como, nem sempre, a vida financeira permite isso... Então você precisa escolher: cidade ou campo.
Se você me perguntar agora - qual é a minha opinião - a minha resposta é: não sei. Eu realmente não sei!! Pois, quando estou em Porto Alegre, sinto muitas saudades do sítio! E, quando estou no sítio, sinto muitas saudades de Porto Alegre. Na verdade, tenho um pouco de cada lugar dentro de mim...

Enfim... Eis algumas fotos que tirei enquanto fazia caminhada no dia de ontem.






14.5.17

50 fatos sobre mim!

Para "desencantar" o primeiro post com o layout novo, vamos a algo bem clichê. Os tais 50 fatos... O primeiro até já sei qual é...


1. Estou sempre trocando o template do meu blog, mas tenho preguiça de postar algo que preste. Acho que eu era Web Designer em outra vida, pois adoro ficar mexendo em ferramentas de manipulação de imagens e programação html. Mas não tenho paciência para computador. Eis o segundo fato surgindo...
2. Fiz um semestre de Ciência da Computação. Foi aí que vi que não consigo ficar sentada à frente de um computador... Então...
3. Sou Enfermeira. Tenho duas Pós-graduação, uma Residência e o início de um Mestrado - em que perdi a paciência e deixei para continuar "depois". Ah!, e antes de tudo isso, fiz Técnico em Enfermagem para testar se ia gostar da coisa.


4. Trabalho com, vulgo, "loucos" e "drogados". Trabalho com aquelas pessoas que a sociedade gostaria que não existissem. Trabalho cuidando daqueles que mais precisam de cuidados, mas que dificilmente chegam a um serviço de saúde.
5. Simplesmente amo o meu trabalho! Por vezes, tenho vontade de sair correndo. Mas, na maioria delas, costuma ser bem divertido.
6. Trabalho há três anos no turno da noite. Então o meu corpo se acostumou a dormir uma noite sim e outra não. Se estou de férias, sigo dormindo uma noite sim e outra não. 🙉 Agora que vocês já tem um dossiê da minha vida profissional, vamos à pessoal...
7. Sou boa ouvinte. Esse é um dos motivos pelos quais atraio idosos. Eles falam, falam, falam... Continuam falando... Falando mais um pouco... E mais um pouco... E eu sigo ali, firme e forte.


8. No supermercado sempre vem alguém conversar comigo. - mesmo eu estando de cara fechada, emburrada, louca para dar no pé - E essas conversas sempre costumam ser sobre uma nave espacial que estacionou ali dobrando ou sobre uma árvore que saiu voando em busca de uma vida melhor e não retornou. Sim! Eu atraio loucos! Acredito que funcionamos na mesma sintonia, então através de seus radares, sou encontrada rapidinho.
9. Mesmo assim, sou um ser anti-social e desconfiada. Se você faz parte do meu grupo seleto de amigos, parabéns!, você merece um prêmio (ou os pêsames)! Pois, para adquirir esse cargo, você realmente provou ser digno de confiança e batalhou duro - anos afinco - para isso!
10. Mas sou o tipo de pessoa "amiga para a vida toda". Se você me conquistou, pode ficar tranquilo que, de agora em diante, a sua vida será mais divertida e sempre terá alguém para ligar no meio da noite, que irá correndo o ajudar no que precisar. Mas "ligar" não é uma boa ideia, porque...
11. Odeio falar ao telefone! Essa foi a pior invenção do universo! Um aparelho irritante, que fica fazendo barulho e obriga você a falar com alguém que não está vendo... 😰 Acho isso aterrorizante! Quer falar comigo? Manda um Whats... ou nuvem de fumaça. 😝


12. As pessoas costumam me achar os extremos... Algumas me acham extremamente simpática e, outras, me acham o cúmulo da antipatia. Isso eu realmente não sei explicar. Acho que sou um ser mutante.
13. Não sou materialista e muito menos consumista. Mas não resisto a livros, coisas de papelaria e a comer e beber bem. Estou sempre comprando vinhos, queijos e chocolates diferentes para experimentar.
14. Eu lutava Jiu-jítsu. Estou parada há um ano e meio. Então isso, somado ao item anterior, fez com que o meu manequim pulasse do 36 para o 40. Scheiße! 😡 Mas vou voltar ao Jiu... Preciso!!
15. Sei um pouco quase nada de inglês, espanhol, francês, alemão e português (haha). Estou estudando alemão. Mas quanto mais estudo, menos sei. A sorte é que tenho uma professora que está me ajudando muito e fazendo com que esse idioma cheio de consoantes entre na minha cabeça. Apesar de, às vezes, ela fazer um olhar de quem está doida para me bater com um gato morto na cabeça. Mas ela se segura e disfarça bem. (aposto que ela está lendo todas essas bobagens que estou escrevendo aqui)
16. Costumo estar sempre bem-humorada. Mas se eu estiver com sono ou fome, fico insuportável!
17. Quando eu gosto de um livro ou de uma série fico falando sem parar, e fico indicando para todooo mundo!
18. Esqueci de falar que sou casada! Rá! Namoramos apenas 3 meses... E somos casados há 17 anos. Sim, esse tipo de coisa acontece na vida real!! Isso remete ao próximo item...


18. Não tenho filhos e não quero ter. Não entendo porque isso choca as pessoas. Parece que a mulher é um mero ser de reprodução, que não tem direito a comandar o seu corpo e a sua vida. "Casou, tem que ter filho..." Em que século vocês vivem minha gente?!
19. Tenho paciência zero para criança mal-educada e mimada. E menos paciência ainda com pais que ficam olhando os filhos tocarem o horror e não fazem nada.
20. Sou vegetariana de faz de conta. Durante a semana, não como nenhum tipo de carne. Mas no fim de semana, vale tudo! Isso tem a ver com o próximo item...
21. Moro no Rio Grande do Sul. Então não resisto a um churrasco!
22. Não vivo sem café. Se eu ficar sem café, acho que morro instantaneamente.
23. Dancei jazz dos 6 aos 18 anos. Sim, bem no auge do Flashdance. 😒 Tinha polainas e tudo mais... Se você não for dos anos 80, não estranhe se esse item parecer grego para você.
24. Eu tocava violão e teclado "meia boca". Agora não tenho tocado nem pedras nos outros...


25. Sou desligada e vivo no mundo da lua. Não estranhe se passar ao meu lado e eu não o cumprimentar. Não leve para o lado pessoal. É que eu nunca estou presente! Quer dizer... O meu corpo está, mas a minha mente está em outro mundo... Se você estuda física quântica, vai me entender. 😜
26. Não suporto pessoas grudendas! Quer se dar bem comigo? Então não grude e não fique fazendo declarações de amor!
27. Eu não gosto de livros de romance, mas sempre estou lendo esse gênero. Não sei por que isso ocorre. Acho que leio para poder dizer "Viu?! Bem que eu achava que era uma porcaria. Agora posso provar que é."
28. Não puxo o saco de ninguém. Se eu depender disso para sobreviver, estou frita. Garanto-me por competência e não por cinismo.
29. Não tenho estilo de me vestir. Num dia, coloco botas de salto, me maquio, e, no outro, coloco um All Star velho, uma camiseta dos Ramones e saio descabelada.
30. Já que entrei no tópico música... Gosto de rock, pop rock, punk rock, jazz, tango, algumas MPBs (Marisa Monte para ser mais exata) e música clássica. Odeio pagode, "axé", todos os tipos de sertanejo e qualquer bagaceirada que brasileiro inventa para sacudir a bunda. 🙄
31. Tenho 3 cachorros, 5 gatos e estou de "casa de passagem" para um vira-lata. Não consigo ver um animal abandonado e não fazer nada.
32. Adoro videogame! Comecei com o Atari, passei pelo Master System, Nintendinho, Super Nintendo, Playstation One, XBox 360 e, agora, Playstation 4. Os meus preferidos são os RPGs, Resident Evil e Mário! Haha
33. Não sei qual é a minha comida preferida. Acho que é nhoque. Só sou chata para comer certos tipos de carnes e também não gosto muito de coisas industrializadas, como bolachas e afins. Mas sou boa de boca.
34. Amo chuva! Chuva para ficar em casa... Chuva para dormir... Chuva para bater perna na rua... Tanto faz, amo!


35. Amo frio e odeio calor! Se eu for para o Nordeste, acho que assim que descer do avião eu morro!
36. Por ironia, nasci no verão. 😒
37. Não tenho medo de altura, de cobras, aranhas e nem de lugares fechados... Mas desmaio ao tirar sangue. Sim, mesmo sendo enfermeira. Mais uma ironia, né?
38. Preciso de paz e silêncio! Barulho me perturba muito.
39. O meu filme preferido é O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, pois me identifico muito com a personagem, e amo filmes europeus.
40. Para a minha alegria, jantei no restaurante onde foi gravado o filme da Amélie Poulain em Paris. Tomei um trago e terminei a noite abraçada nos garçons. 🙈
41. Não tenho paciência para redes sociais e afins.
42. A minha cor preferida é rosa. Sim, bem coisa de menininha. Fazer o quê?! E a minha flor preferida é a tulipa. 
43. Tenho três tattoos. Mas gostaria de ter muito mais!
44. Amo tanto os meus livros que os deixo livres. Se voltarem para mim, é porque os conquistei. 😝 O que eu quero dizer é que não sou como algumas pessoas que são obcecadas por seus livros. Eu empresto, dou, troco, vendo... Não gosto de acumular. Só fico com aqueles que são os meus favoritos e com os clássicos. Para mim, os livros foram criados para serem lidos e não para ficarem parados em estantes.
45. Não saio de casa sem perfume. Se isso acontecer, passo o dia inteiro com a sensação de que "faltou alguma coisa". Os meus perfumes preferidos são o Jean Paul Gaultier Classique e o J'Adore da Dior.


46. Sou muito espontânea. Então falo sem pensar. Mist! E tem vezes em que eu deveria falar e fico quieta. É bem confuso isso! 
47. A minha letra é muito pequena! Os meus colegas de trabalho reclamam que precisam de uma lupa para ler o que eu escrevo. 🙊
48. Comecei a escrever vários livros e não terminei nenhum. Quando chego à metade, enjoo da própria história que criei.
49. O meu marido diz que sou uma pessoa fácil de conviver. Ele diz que o meu único defeito é usar o ferro de passar roupas e não colocar água (no reservatório para fazer vapor) depois. Eu acho que tenho muito mais defeitos que isso mas, já que ele diz que não, vou acreditar.
50. Não parece, mas no fundo - bem no fundinho - sou normal. 😝

Se você leu tudo isso até o final, deixe o nome e o endereço. Pois, merece um presente! 😮😂😂

* Acabei ilustrando o post com imagens do filme da Amélie Poulain, porque me deu muitas saudades!

13.4.17

Série 13 Reasons Why (Os Treze Porquês)

Eis uma série que merece um post: 13 Reasons Why


Há anos vejo comentários e mais comentários sobre o livro que deu origem à série, e que possui o mesmo nome, escrito por Jay Asher.

Contudo, o livro nunca me atraiu. Pois, suicídio é para mim uma temática muito pesada. E um livro que, além de abordar esse assunto, possui uma protagonista de 17 anos que se mata e deixa 13 fitas K7 explicando os porquês parecia algo mais pesado ainda.

Mas ao ver tanto burburinho na internet devido à série recém lançada pelo Netflix, não resisti e me rendi às 13 Razões.

Gente, que série é essa?! 

Uma série muito bem feita, com personagens que nos comovem e com uma trama que nos tira do sério.
A cada episódio, uma fita. A cada fita, o coração fica mais apertado.
A série me deixou angustiada do início ao fim. E o mistério que envolve os protagonistas das fitas, faz com que você fique completamente viciado nos episódios! Você só consegue parar de assistir quando descobre tudo o que aconteceu.


Não vou abordar aqui as razões de Hanna para fazer o que fez, pois cada um lida com o sofrimento de uma forma diferente. O que é banal para alguns, é muito para outros. Não se mede dor e nem a forma como cada um lida com os problemas. E ainda tem o fator genético nisso tudo...

Mas uma parte que me tocou muito foi um episódio em que todos os protagonistas estão com problemas e todos os pais perguntam “meu filho você está bem? Quer conversar? Precisa me contar alguma coisa?” e todos negam. Nenhum aceita se abrir e conversar, ficando fechado em seu mundinho de sofrimento. 

Foi justamente esse episódio que me fez refletir e me lembrar da minha adolescência, onde tudo era muito intenso e por mais que eu tivesse uma mãe amorosa e aberta a conversar, eu não conversava com ela. Eu também ficava em um mundinho meu e dividia as descobertas e sofrimentos apenas com as amigas.

E como são sutis esses momentos… É incrível como passa desapercebido pelos pais quando os filhos estão em sofrimento.
Mas são os pais que são desatentos? Muitas vezes, não. Os filhos é que sabem disfarçar muito bem. Além disso, não querem levar problemas para os pais…


A adolescência é uma fase maravilhosa, que pode se tornar um tormento. Momentos de mudanças, crescimento, novas responsabilidades, relações amorosas, escolha da profissão e o tão temido bullying. A necessidade de ser aceito, de pertencer a um grupo… Alguns tem um preparo melhor para enfrentar tudo isso e uma maior resiliência. No entanto, tem outros que lidam com as emoções de forma diferente e que acabam tomando medidas extremas para "encerrar" com o sofrimento.

Enfim… Eu não posso falar muito sobre a série porque é envolta em uma cortina de mistérios e vários segredos. Então não vou arriscar a falar algo que não posso para vocês. Mas o que eu posso dizer é: assistam a essa série! E tenham o coração forte, porque vão precisar.

13 Reasons Why não é uma simples série adolescente. É uma série que toca a alma, que angustia e que aborda assuntos extremamente delicados que precisam ser falados.

Quem assistiu o que achou?
Grita aí!!

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