27.9.13

Precisamos falar sobre o Kevin

Quando terminei a leitura deste livro, o que me veio à cabeça foi: uauuuuuuu!
Além de muitas lágrimas aos olhos, claro. :/

Como falar sobre um livro tão complexo, profundo e reflexivo?

Lionel Shriver, através de sua narrativa brilhante, nos faz mergulhar em um universo repleto de questionamentos, reflexões e sentimentos antagônicos.

Precisamos falar sobre o Kevin, não trata apenas do massacre que o garoto de 15 anos cometeu em sua escola, mas, sim, de sentimentos e sensações como, culpa, vazio, desespero e compaixão. Narra a história de uma mãe que resolve fazer uma retrospectiva de sua vida, desde o início do namoro com seu marido, o casamento, a concepção e criação de Kevin, para tentar responder à pergunta que atormenta sua mente a todo instante: onde foi que eu errei?

E, como Eva está em busca dessa resposta, é natural que ela se prenda a situações negativas que teve com o seu filho no decorrer de sua vida. Relatando, dessa forma, momentos que muitas vezes nos chocam e, ao mesmo, tempo nos comove.

No decorrer das páginas, ficamos mergulhados em um mar de sentimentos contraditórios. Sentimos raiva e compaixão por Eva, que tratava Kevin com frieza, o rejeitando desde bebê. Também nos sentimos irados com o marido de Eva, pai de Kevin, que tratava o menino com muito amor e dedicação, porém não o compreendia e não o escutava, e negava os fatos obscuros que Eva lhe contava sobre o filho. Não aceitava e não queria ver que o filho era diferente.
E, em paralelo, sentimos muita raiva e pena de Kevin que, apesar de ser um menino extremamente difícil, perverso e antissocial, é completamente incompreendido por seus pais, sofrendo desde que nasceu com o sentimento de rejeição e com a indiferença de sua mãe.

E é meio a essa salada de emoções adversas que a autora nos guia por um thriller psicológico sensacional, deixando qualquer um de cabelos em pé!

Acho que não preciso dizer o quanto eu gostei desse livro e que tornei-me fã da autora, né?
Precisamos falar sobre o Kevin é o tipo de livro que, além de nos deixar chocados, nos prende a atenção a cada página! E, apesar de ser uma leitura tensa, você não consegue desgrudar enquanto não chega ao fim.

Este livro entrou para os meus favoritos, fazendo parte dos melhores livros que li na vida!

Super indico! Mas a um público mais maduro, preparado para um forte jogo de emoções.

Avaliação:



Sinopse:
Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.
Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.
Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.
O filme:


Antes de ler o livro, assisti ao filme e posso dizer que é uma belíssima adaptação!
Bastante fiel, porém mais sutil que o livro...
Enquanto, em algumas cenas, o filme nos faz imaginar o que aconteceu, o livro, nos relata com detalhes sórdidos e minuciosos, não poupando a nossa imaginação. Por isso, a leitura do livro é indispensável mesmo para quem já viu o filme.

Mas os artistas estão de parabéns pela brilhante atuação! Principalmente Tilda Swinton, que interpreta Eva, e Ezra Miller, que torna Kevin extremamente real!

Para os curiosos de plantão, segue o trailer abaixo, que está muito bacana!


Por hoje é isso pessoal... É nesse clima sinistro e denso que me retiro, desejando um fim de semana maravilhoso a todos vocês! Pois, hoje, finalmente é SEXTA-FEIRA!!! Uhuuuuu!

Boa leitura! ;)

2 comentários:

  1. Oie Angel
    esse livro mexe de um jeito com a gente. Nossa. Eu também terminei de ler com muitas lágrimas nos olhos. Eu cheguei a quase convulsionar de tanto chorar, e passou tanta coisa pela minha cabeça. Especialmente porque eu tenho um filho, então, passou todo tipo de emoção na hora em que li.
    Lionel é diva.
    Bjos
    www.mybooklit.blogspot.com.br

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  2. Oie Angélica =D

    Vou te contar que só a sinopse desse livro me deixa arrepiada. Tudo nele me leva a crer que a história é tensa e emocionante. Eu gosto muito de livros e filmes que abordam esse lado mais psicológico dos personagens, por esse motivo Precisamos falar sobre Kevin sempre me chama a atenção.

    Ótima resenha!

    Beijos e uma ótima semana;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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